O Corte do consulente - Por Tânia Durão

É muito comum encontrarmos variações no significado das cartas, nos métodos de leitura e na postura do cartomante. Isso gera algumas dúvidas para quem está aprendendo As Cartas Ciganas.

O importante é identificar o que realmente faz sentido para você e, de acordo com a sua intuição, utilizar a forma de atender mais confortável, mas para isso é preciso prática, muita prática. 

As perguntas a seguir são bem frequentes: 

01) Devo emprestar o meu baralho para o consulente embaralhar e/ou cortar?

02) O corte é feito com a mão direita ou esquerda?

03) O consulente deve fazer 2 ou 3 montes?

Vou demonstrar a forma como trabalho, mas deixo registrado que não imponho regras, quero apenas compartilhar a minha maneira de conduzir os  meus atendimentos. 

Em primeiro lugar, mantenho o meu espaço de atendimento limpo e organizado. Ofereço sempre um ambiente harmonioso, pois desta forma, o consulente se sentirá confortável e assumirá uma postura receptiva para ouvir as recomendações das cartas...em última análise ouvir o que a sua alma tem para dizer, pois a função de um oráculo é revelar o inconsciente do consulente. 

Outro detalhe, sempre acolho os meus consulentes. E quando o consulente chega, ele já encontra a mesa de leitura pronta para a consulta.

Alguns cartomantes não emprestam as suas cartas para o consulente embaralhar, mas eu considero importante que ele embaralhe com as suas próprias mãos, para que as cartas captem a sua energia psíquica. 

Aprendi que o corte deve ser feito com a mão esquerda, por ser o lado receptivo do ser humano. Concordo plenamente, por isso sempre oriento o meu consulente a cortar com a mão esquerda. 

Nos meus atendimentos, eu sigo esta sequência: 

01) Preparo o ambiente de atendimento e a mesa de leitura. 

02) Recebo o meu consulente com calma e alegria. Este é a minha forma de acolhê-lo.

03) Eu embaralho as cartas para evocar/chamar as minhas afinidades astrais para que me auxiliem naquele atendimento.

04) Quanto ao nº de montes (2 ou 3) que o consulente deve fazer depende do método que vou usar. 

4.1)Para os métodos Mesa Real, 21, 15 ou 10 cartas onde vemos o panorama da vida do consulente, eu peço que ele embaralhe as cartas enquanto pensa em sua vida como um todo e oriento que ele corte com a mão esquerda e faça 3 montes para a direita dele. 
Ele só vai realizar este corte de 03 montes uma única vez.

Estando de frente para os 3 montes que ele fez, identifico cada monte, como abaixo:

Esquerda:            Meio:           Direita: 
Espiritual          Mental          Físico/material

Vejo o tamanho de cada monte, olho a última carta de cada monte e falo a mensagem que a carta está passando para aquela área da vida dele.

Recolho os montes da minha direita para minha esquerda. 

Nota: nas consultas particulares, eu sempre leio a Mesa Real. Já em eventos ou se não tenho um tempo longo de atendimento, então eu opto pelos métodos de 21, 15 ou 10 cartas.


4.2)Para o método Péladan, onde focamos uma pergunta específica, eu peço para o consulente embaralhar enquanto pensa em uma única questão - quanto mais específica for a pergunta, mais exata será a resposta. Oriento que ele corte com a mão esquerda e faça 2 montes para a direita dele. Aqui eu não olho o tamanho dos montes, mas olho a última carta da cada monte, pois já são informações a serem consideradas na questão perguntada. O consulente irá cortar em 2 montes para cada pergunta feita. 

4.3)Para outros métodos, onde não há a necessidade do consulente embaralhar ou cortar. Eu espalho as cartas na mesa, com as figuras voltadas para baixo e peço para ele tirar o nº de cartas que o método exigir. 

Cada um, com o tempo dedicado as cartas e usando a sua percepção e sensibilidade vai encontrar o próprio estilo na condução dos atendimentos.



Dedico este post a Daniela Fernandes do grupo de estudos da Odete Pinto, por ter me inspirado a escrever e a publicar este post.