Carta 08 - O caixão - O Eu pode e deve se reinventar - Por Augusto Cury

Autor: Augusto Cury
Livro: Pais inteligentes formam sucessores, não herdeiros. 
Editora: Saraiva.

"Com palavras inteligentes, os pais transformam cada momento num espetáculo solene. com um amor maduro, os pais transformam cada minuto numa eternidade. Usando, portanto, suas palavras e seu amor, os pais podem mudar o mundo quando mudam o mundos dos seus filhos"

Temos tendência a encontrar culpados para nossos tropeços, lapsos, insucessos, conflitos ou até para nossa falta de atitude. Desde os primórdios da civilização humana culpamos pais, chefes, mestres, a sociedade, o ambiente e até Deus. Ainda que fenômenos externos tenham contribuído para nossos comportamentos, ninguém é mais responsável por eles do que nós mesmos. Quando crianças podíamos não ter capacidade de decidir; quando adultos, abrir mão dessa capacidade é amordaçar o Eu na masmorra da alienação. 

Não escolhemos nosso pais, mas podemos escolher amá-los e honrá-los apesar de seus defeitos. 
Não escolhemos nossa nação, mas podemos escolher torná-la mais justa e solidária. 
Não escolhemos o meio ambiente, mas podemos escolher torná-lo mais sustentável. 
Não escolhemos o início de nossa educação escolar, mas é possível escolher usar as informações como fonte de arte de pensar. 
Não escolhemos o passado, mas podemos escolher o futuro.

...Em qualquer momento podemos construir uma nova agenda, deixar de ser espectadores para ser protagonistas da nossa história. 
Nosso Eu, que representa a capacidade de escolha, pode e deve se reinventar. Essa é uma das mais importantes características dos sucessores. 

Quem se reinventa reclama pouco e age muito. 
Quem se reinventa atribui menos carga aos outros e assume mais as responsabilidades. 
Quem se reinventa usa muito menos as mãos para punir e muito mais o cérebro para superar. 

Os herdeiros, ao contrário, anestesiam os papéis nobres do Eu. Quem não se reinventa não revê o que é, onde está, nem aonde quer chegar. Quem não se reinventa é um barco sem leme, sem bússola. É empurrado pela vida, e não o condutor dela. Filhos que culpam os pais por seu próprio vício em drogas, pelos fracassos profissionais e pelas mazelas da emoção retiram seu Eu da posição de piloto da aeronave mental e colocam-no como um passivo passageiro. Você pilota sua mente ou é pilotado por ela?

Sucessores sabem que o destino frequentemente não é inevitável, e sim uma questão de escolhas. Herdeiros acreditam que o destino não é responsabilidade deles. Sucessores constroem seus caminhos. Herdeiros escondem-se atrás da débil crença na sorte e no azar. Não sabem que sorte é o casamento da oportunidade com a capacidade de agir. Não sabem que a sorte acorda às 6 da manhã. 
Sucessores sabem que todas as escolhas implicam em perdas. Têm consciência de que, para alcançar os patamares mais nobres da saúde emocional e da excelência profissional, têm de abandonar o conformismo. Os herdeiros creem que suas escolhas só trazem ganhos. Desconhecem que, para conquistar pessoas, têm de perder sua arrogância e seus pré-julgamentos, têm de reciclar sua autossuficiência e o  medo de cair no ridículo; para conquistar habilidades profissionais e sociais, têm que remover sua preguiça mental e sua alienação. Perder nos torna  mais leves. Quem não aprende a perder nunca sairá da masmorra da mesmice. E milhões, mesmo sem terem consciência, estão encarcerados. Estamos entre eles?


Nota: Eu prefiro ser uma sucessora, onde me reinvento a cada instante, aprendo com os exemplos dos outros e com os meus próprios deslizes. Me recuso a ser uma herdeira que não constrói, e que não se reinventa. Qual é a sua escolha?

Carta 06 - As Nuvens - As expectativas - Por Tânia Durão

No dicionário online de português Expectativa significa: 
Condição de quem espera pela ocorrência de alguma coisa; perspectiva: expectativa de tempestade. 
Estado de quem espera algum acontecimento, baseando-se em probabilidades ou na possível efetivação deste. 
P.ext. Desejo intenso por algo próspero: expectativa de um bom trabalho. (Etm. do francês: expectative). 
Sinônimo de expectativa: espera, esperança, possibilidade e probabilidade
Antônimo de expectativa: desilusão, descrença e desesperança

É muito comum o ser humano criar expectativas (boas ou ruins). Algumas pessoas criam um mundo cor de rosa, onde tudo é belo e as pessoas vivem felizes para sempre. Enquanto outras pessoas criam fantasias catastróficas, onde nada dá certo e o mundo é cruel demais para elas se realizarem. 

Já se pegou sonhando acordado? Já imaginou que uma situação seria de um jeito, mas a realidade mostrou ser de outro? Já sentiu a dor da decepção por alguém? Já sofreu de frustração por ter criado uma expectativa muito grande?


Que tipo de expectativa você costuma criar sobre você mesmo? Que você é o mocinho, que se ferra sempre? Que é o protetor das donzelas desamparadas? Ou o carrasco insensível e cruel? Ou o salvador da pátria que está sempre pronto para defender os fracos e os oprimidos? 
Que expectativas você faz de si mesmo? Costuma achar que nada vai dar certo para você? Que você é um azarado? Quando algo dá errado, você logo pensa que alguém fez macumba para você? Você acredita ser uma vítima da maldade alheia? ou uma vítima das circunstâncias? 

Que expectativas você tem dos outros? Você espera que os outros sejam responsáveis pela sua felicidade? Você coloca a sua felicidade na mão de alguém? Você acha que os outros devem adivinhar como você se sente, o que você pretende e o que deseja? Você espera que os outros atendam as suas necessidades emocionais? Ou você parte para a ação para concretizar as suas expectativas? 

E o que dizer das expectativas afetivas. Você quer viver (e sentir) um grande amor? Você acredita em contos de fada? Você costuma sonhar com o príncipe (ou a princesa)? Você se apaixona pelo outro ou você se apaixona pelo ideia que você tem do outro? Você já criou (ou alimentou) uma falsa expectativa em alguém? Já experimentou uma paixão platônica? 
Sim, meu caro leitor, vivemos no mundo da ilusão, criamos muitas fantasias. Garanto à você que a frustração causa muito sofrimento.

E você? costuma criar e alimentar alguma expectativa no outro?
Já fez alguma promessa que sabia que não cumpriria? Você já criou e/ou alimentou uma falsa expectativa em alguém? Só para frustá-la logo em seguida? Você já frustrou alguém?


Você, mulher, costuma transferir os problemas que você mesma criou para o seu marido (ou namorado) resolver? Que vai casar com um homem rico para pagar o seu cartão de crédito? Acha que homem só pensa em sexo?
Você, homem, acha que mulher só quer situação (leia-se $$$)? Que seus filhos estão livres do perigo do álcool, das drogas ou de um acidente de carro? Você acha que a vida é sofrimento constante? Que é a cruz que você deve carregar? Ou que a vida é um  mar de rosas, sempre com um final feliz?
Você espera passar no concurso público sem estudar?
Você espera ser promovido sem se especializar?
Você espera ficar rico sem esforço?

As expectativas que cada pessoa cria para si costuma gerar muita frustração e muito sofrimento. É duro pisar no chão e constatar que a realidade nua e crua é contrária a expectativa que se criou.  

É válido sonhar sim, é valido ter esperanças sim, é válido querer uma vida melhor sim, mas sempre em contato com a realidade e fazendo movimentos na direção da conquista do desejo. Só assim a pessoa vai se sentir realizada. 

Quais são as suas expectativas? O que você espera de si mesmo, do outro e da vida?

Nós, cartomantes e terapeutas temos o dever de alertar quanto as expectativas do cliente, podemos prevenir que as coisas podem não ocorrem como ele espera. Da mesma forma podemos dar apoio quando o cliente está sofrendo pela frustração. Este é o nosso dever. 

A oração da gestal (uma abordagem psicológica) traduz muito bem o que eu quero transmitir neste post. 

“Eu sou eu, você é você. 
Eu faço as minhas coisas e você faz as suas coisas. 
Eu sou eu, você é você. 
Não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas. 
E nem você o está para viver de acordo com as minhas. 
Eu sou eu, você é você. 
Se por acaso nos encontrarmos, é lindo. 
Se não, não há o que fazer.”   Fritz Perls, 1969

Carta 06 - Nuvens - As Expectativas - Por Flavio Siqueira

Fonte: www.flaviosiqueira.com 

Não é preciso criar tanta expectativa(25/06/14)

Ultimamente tenho falado um pouco mais sobre os males que a expectativa produz. Percebo que, especialmente quando insisto no fato de que nossas decepções são causadas por nós mesmos, como fruto das expectativas, o desconforto de muitos se expressa em comentários um tanto quanto contrariados.
“Como não criar expectativas em relação a um casamento?”, “Você consegue não ter expectativas relacionadas ao futuro de um filho?”, “É possível prosperar profissionalmente sem expectativas de crescimento?” – São perguntas que vez ou outra aparecem, algumas com certo ar de indignação como a de alguém escreveu algo do tipo “isso é demagogia!”.
Primeiro quero que saiba que reconheço que não é fácil. Poucos de nós realmente entenderam o real significado de enxergar a si mesmo. Estamos sempre olhando para fora, apontando, esperando, julgando, querendo que a vida corresponda aos nossos justificados desejos, afinal, que mal há em querer que um casamento dê certo, um filho progrida, um trabalho seja bem sucedido? – Pensamos.
Mal nenhum, mas a questão não é essa. Pense comigo: Criar expectativas não é o mesmo de querer bem. No primeiro caso me desloco no tempo e projeto para o futuro determinado desfecho que não tenho a menor condição de garantir. Me fixo apenas em uma possibilidade e, se não acontece conforme esperei, o próximo passo será a decepção.
No segundo caso, quando apenas quero bem, estou consciente que as coisas nem sempre acontecem exatamente como quero e me mantenho aberto para as incontáveis possibilidades que cada evento carrega, portanto, ao invés de esperar lá na frente, no futuro, desfruto o beneficio do agora, enxergando hoje tudo o que posso enxergar.
A decepção é fruto das expectativas. Quanto mais espero, quanto mais ansioso por determinado caminho, mais decepcionado diante da contrariedade.
Minha proposta é bem simples: Ao invés de viver esperando que o futuro seja de determinada maneira, por que não tenta desfrutar do que está acontecendo agora, ainda que o cenário não seja aquele que desenhou na mente?
Agora entenda: Isso não quer dizer de maneira nenhuma que deve deixar de fazer seu melhor, de contribuir para que tudo caminhe bem, seja na vida pessoal, no trabalho ou nos relacionamentos. Não criar expectativas não é sinônimo de falta de intensidade, mas, pelo contrário, é não projetar sobre as pessoas ou acontecimentos uma sobrecarga que depois voltará em forma de decepção.

A decepção não é criada pelo outro, mas por você que esperava de mais.

A intensidade não está no que espero lá na frente, mas no que experimento no eterno agora. Cuidar do futuro será um trabalho ineficaz enquanto não entendo que o futuro sempre cede espaço para o presente e vira hoje, vira hoje, vira hoje, portanto, cabe exclusivamente a mim cuidar do hoje transformando cada instante em solo fértil para o “futuro”.
Você nunca verá seu marido como é, jamais aceitará seu filho com todas as suas particularidades, viverá em eterno conflito como sua vida enquanto não parar de criar expectativas. Até para que as pessoas e cenários mudem é preciso clareza e aceitação. Se alterações realmente forem necessárias e você tiver que interferir, só perceberá quando estiver presente, no hoje, no agora, sem expectativas.
A falta de expectativa lhe torna isento para enxergar o caminho, entender as pessoas, pacificar-se com sua vida. Ser feliz é assim, é pacificar-se consigo e com o que é, é aceitar-se até que não precise criar expectativas. É enxergar a vida sem esperar nada específico lá na frente, especialmente por saber que o “lá na frente” é consequência do agora e se estabelecerá em harmonia se hoje a harmonia for sua casa.
Pacifique-se consigo mesmo.Ouse confiar que tudo se encaixará como deve ser. Entenda finalmente que o que de melhor você pode fazer para seu futuro é viver no presente, aberto para todas as bilhões de possibilidades, de desdobramentos, de caminhos que se estenderão naturalmente para quem vive com simplicidade e naturalidade.
Descanse. Não é preciso criar tantas expectativas.
Fique bem.


Como lidar com a decepção? (01/05/14)

A decepção é fruto da expectativa. Só me decepciono enquanto esperava, enquanto achava que seria assim, mas foi assado, afinal eu não merecia! – pensamos com ar indignado. 


Não estou tentando aqui relativizar um sentimento comum entre as pessoas, claro, tem gente que realmente pisa na bola, age de forma não esperada e nos pega de surpresa, mas, quando surge a decepção temos a oportunidade de enxergarmos algumas coisinhas, uma delas é: O tamanho da minha decepção é proporcional a expectativa que coloquei sobre algo ou alguém.
Achamos normal esperar que as pessoas sejam o que gostaríamos, ou, para ser mais exato, sem perceber tendemos a projetar no outro aquilo que eu gostaria de ser ou de ter.

Que ele ou ela me deem todo o amor que preciso, que o amigo esteja sempre disponível, que os pais me entendam e sejam compreensivos, que os filhos me amem e estejam por perto, que o chefe seja educado, o colega prestativo e assim, achando tudo justo e natural, acumulamos expectativas sem perceber que cada expectativa é um embrião da decepção.
O problema não está na decepção, mas na expectativa.
Você pode ficar triste com uma atitude não esperada, quando alguém age de forma displicente, sem cuidado, mas manter-se sob o manto da “decepção” tem muito mais a ver contigo, com o sentimento de auto comiseração, do que com quem eventualmente praticou o ato. Isso é uma escolha sua, não uma imposição de quem quer que seja.
Quando o sentimento de decepção pegar pesado, olhe para si mesmo, não para o outro.
Pessoas erram, todas elas, todos nós. Pessoas são falhas, todos nós. Todos tem seus limites, suas sombras, suas dificuldades em compreender o outro, seus processos muitas vezes demorados.
Às vezes faço o que sei que não deveria fazer enquanto não pratico o bem que, na interioridade, desejaria. Sei como é.
Nossas relações acontecem concomitante a nossa relatividade, são espelhos nossos, refletem o que nos habita.
Portanto, independentemente do rumo que as histórias tomem, mesmo que alguém tenha sido cruel contigo, sei que não é bom, sei que dói, sei que é difícil, mas também sei que seus sentimentos tem muito mais a ver com você do que qualquer outra pessoa.
Cure-se disso e siga seu caminho, mais experiente, mais consciente em relação a natureza humana, crie menos expectativas e siga em paz.

Palestra no Centro Cultural e Holístico Trybo Cósmica

Foi com muita alegria que recebi o convite da Katja Bastos para dar uma palestra na Trybo Cósmica no dia 09/08/14. Aceitei de pronto, me sentindo um tantinho envaidecida, pela oportunidade de transmitir um pouco da minha experiência no seu evento.


Fui recebida com muito carinho por toda equipe, em especial a simpática Fernanda, que atende a todos com um belo sorriso, logo me senti a vontade, em casa mesmo. Fiz um rápido lanche e aguardei o momento da palestra. 




A Katja fez a abertura do evento e em seguida eu comecei a minha palestra o sobre o autoconhecimento através das Cartas Ciganas, onde pude estar em contato com as pessoas presentes e tirar as suas dúvidas. Para mim, foi uma experiência muito gratificante. 




Logo em seguida Alexsander Lepletier deu a sua palestra sobre o simbolismo oculto do Baralho Lenormand. Sua clareza e simplicidade em passar sua mensagem é excepcional. Sempre aprendo com ele. 


Compartilhar bons momentos e estar entre amigos é maravilhoso, ainda mais quando temos afinidades espirituais.  


Adriana Padula, Katja Bastos, Chris Wolf e Alexsander Lepletier darão palestras na III Mesa Redonda sobre As Cartas Ciganas no dia 25/10/14. Nos vemos lá. 

E encerramos a noite com a fogueira sob a luz da lua cheia, onde ganhei um presente maravilhoso, que me deixou muito emocionada. Até o próximo encontro. 


10 Mitos em torno do Tarô - Por Giancarlo Kind Schmid

Fonte: www.clubedotaro.com.br
Autor: Giancarlo Kind Schmid
 
Decidi escrever esse artigo devido à grande quantidade de emails solicitando-me esclarecimentos sobre determinados pontos na prática (ou estudo) do tarô, já que muitos estudantes não encontram literatura e/ou conteúdos específicos na rede que possam orientá-los. Das questões mais freqüentes, escolhi dez que considerei mais importantes, e procurei “jogar uma luz” sobre os assuntos de forma objetiva. Espero que esse texto possa romper alguns velhos paradigmas que, insistentemente, permanecem no imaginário da prática taromântica.
1 – O tarô está fechado e não será possível efetuar a leitura
O tarô não é como um computador que, quando trava, abre uma tela com o dizer: “seu sistema realizou uma operação ilegal e será fechado”. Não existem “jogos fechados”, somente “tarólogos fechados ao jogo”. Se o praticante convenciona, por exemplo, que o aparecimento do arcano “O Mago” embaixo do maço de cartas após embaralhamento significa que “a abertura do jogo não será possível”,  do ponto de vista da leitura isso nada
La tireuse de cartes
A Cartomante (La tireuse de cartes)
Pintura de Jean Frédéric Bazille (1841-1870)
 
influenciará. Os arcanos na mesa podem ser lidos a qualquer momento, mas mitos como esse refletem dificuldades que, na verdade, são impostas pelos próprios tarólogos.
2 – Ler o tarô é dom divino, portanto, é obrigação do tarólogo fazer caridade.
Tal mito tornou-se um problema de cunho religioso. No Brasil, devido ao sincretismo que vivemos ao fundir conceitos, idéias e valores de ordem espiritual, passou-se a acreditar que o tarólogo está afiliado a alguma prática, normalmente espírita. Mas, é fundamental separar os credos da atividade taromântica propriamente dita, pois o tarô não depende da fé do indivíduo para dar o seu recado. Deste modo, com a concepção de que o tarólogo recebeu um dom de Deus para exercer a prática, ficou estigmatizado que, algo recebido “de graça”, deve ser oferecido caridosamente. A confusão que há nesse meio, justificado na maioria das vezes pela desinformação, impôs ao tarólogo a obrigação de oferecer gratuitamente seus serviços. Não critico quem o faça, porém, é fundamental separar uma condição de outra: o tarólogo é um profissional que estuda, investe e tem gastos como qualquer outro, e deve ser reconhecido como tal. Além disso, a caridade pode ser praticada de outras formas, sem a necessidade de colocar o tarô (e outros oráculos) como intermediários.
3 – O tarô, em si, é composto apenas pelos 22 Arcanos Maiores.
Esse mito foi propagado por Papus no século XIX ao separar os Arcanos Maiores dos Arcanos Menores, criando a concepção de que o primeiro grupo é o verdadeiro tarô e o segundo grupo, uma ramificação da “cartomancia vulgar”. Esse preconceito fora propagado de tal forma, que restringia-se o uso dos Maiores aos homens e os Menores (e outros baralhos de naipes) às “mulheres e afeminados”. Hoje, muitos se desculpam ao afirmar que basta o uso dos Maiores numa leitura, distanciando-se de qualquer chance de estudo dos Menores. Por um lado, entendo como preguiça (por acharem que é difícil seu aprendizado); por outro, falta de conhecimento do conjunto simbólico do tarô em si (que são os 78 Arcanos). Acredito que é possível trabalhar apenas com os Maiores (assim como os Menores), não questiono quem o faz (trabalhei durante 8 anos somente com os Maiores); porém, o tarô é um baralho de 78 Arcanos e deveríamos explorar todo seu potencial simbólico a partir das múltiplas combinações entre Maiores e Menores.
4 – Somente é possível utilizar o baralho depois de consagrá-lo.
Mito oriundo do ocultismo. Mais uma vez, entra o credo no lugar da razão. De nada adianta consagrar baralhos se o praticante não tem conhecimento e nem preparo para uma leitura. Alguns acreditam que consagração é uma espécie de iniciação mística, com propósito de conferir tanto “poderes como proteção” ao baralho e a quem o utiliza. Mas, ao longo desses anos venho observando na prática que a qualidade da leitura e bem estar do tarólogo não depende de qualquer tipo de consagração. Lembremos que o tarô jamais “falará por si mesmo” e de nada adianta parafernalhas esotéricas (incensos, velas, taças com água, etc.) para assegurar uma boa leitura se o tarólogo não estiver amadurecido para desenvolver um bom trabalho.
The Fortune Teller
A Cartomante (The Fortune Teller)
Ilustração obtida na Internet de autor desconhecido.
5 – O tarólogo é tão somente um médium a receber instruções espirituais.
Mediunidade significa mediação. Todos possuímos, em maior ou menor escala, um grau de mediunidade. Porém, quando se toca no assunto, nos reportarmos normalmente às incorporações espirituais. O tarólogo, em primeiro lugar, deve ser um conhecedor da linguagem simbólica e imagética dos arcanos. Qualquer coisa que se afira espiritualmente à prática é oriunda da natureza parapsíquica do praticante. Se o referido é clarividente, clariaudiente, telecinético, médium de incorporação (e outros), isso nada tem a ver com a prática taromântica em si. Quero dizer com isso, que independe da mediunidade do tarólogo a sua competência como praticante. Há tarólogos excelentes que apenas se valem de seu conhecimento simbólico para realizar leituras; há também aqueles que, através da incorporação, realizam excepcionais análises.
6 – Não podemos tocar no baralho de outra pessoa devido às energias.
Se adotarmos tal premissa, qualquer coisa que os outros tocarem não convém colocarmos as mãos. O grande problema é a mistificação em torno das cartas, como se elas estivessem na condição de talismãs. A impregnação energética não se detém ao papel do baralho, acontece, muitas vezes, no simples contato com a outra pessoa. Se você está receptivo e aberto às influências do outro, impossível não se contaminar. Cabe ao tarólogo assegurar suas defesas espirituais e energéticas e isso mais depende do tipo de prática espiritual do profissional do que a atividade taromântica em si. Tocar ou não tocar no baralho de outra pessoa pouco ou nenhuma diferença faz, pois as energias não se prendem exclusivamente ao objeto em uso.
7 - É proibido fazer leituras em datas santas ou domingos.
Isso está mais de acordo com o credo do praticante do que o trabalho em si. Pode-se ler o tarô em qualquer  dia,  hora,  ambiente:  basta que o praticante e o consulente se sintam à
Tela de Venetsianov
Lendo as cartas
Pintura de Aleksei G. Venetsianov(1780-1847)
 
vontade para desenvolver a consulta. As condições locais mais influenciam do que datas propriamente ditas, pois é aconselhável que o ambiente seja tranquilo e que a disposição (física, mental, emocional, psicológica, espiritual) do tarólogo esteja equilibrada o suficiente para garantir uma orientação adequada ao consulente.
8 – Não é possível realizar atendimentos à distância.
Um mito derrubado na última década. O raciocínio é muito simples: se conseguimos falar de pessoas que nem estão presentes durante a consulta, o que impede de orientar o consulente à distância? Será que é a presença física que assegura a consistência e credibilidade do trabalho? Não sou a favor de tiragens eletrônicas, pois essas não permitem o desenvolvimento da interpretação; já a leitura feita por telefone, email e/ou qualquer programa eletrônico via internet (Skype, MSN, Google Talk, Yahoo, etc.) que proporcione interatividade entre o tarólogo e o consulente, que permita uma boa comunicação (e orientação) entre ambos, não há nenhum tipo de problema.
9 – O tarô nunca erra, quem erra é somente o tarólogo.
Talvez seja o mito mais controverso. A pergunta que devemos fazer é: será que o tarô é infalível como instrumento simbólico? Partindo-se da premissa que os símbolos nada representam se nós, seres humanos, não dermos “voz” a eles; isso impõe o erro a quem sempre interpreta, pois o oráculo, em si, não tem autonomia sem um intérprete. Alguns acham que o tarô tem “vida própria” e se pronunciará por si mesmo. Só que os símbolos são estruturas geradas por nós, humanos, e não podem se manifestar (expressar) se não estiverem inseridos num contexto. Talvez aí esteja o maior equívoco: acreditar que o tarô “se comunica”, independente de um intérprete. Creio que seja uma “via de mão dupla”: os arcanos e seus símbolos dirão aquilo que está a alcance do intérprete; se o tarólogo não estiver preparado, o tarô pouco ou nada dirá sobre a situação. Já o contrário, o tarô dirá tudo que for preciso, pois o tarólogo é conhecedor dos conteúdos simbólicos. Creio que o tarô erra sempre que o tarólogo erra.
10 – Mulheres grávidas não devem consultar o tarô.
A gravidez torna a mulher mais sensível e suscetível emocional e psiquicamente. Talvez esse mito exista porque no período de gestação muitas mães ficam mais impressionáveis e influenciáveis psicologicamente. Se o tarólogo for sensível o suficiente para não preocupar ou angustiar a gestante, creio não ser um problema realizar o atendimento. Cada pessoa é uma pessoa e também não é possível generalizar, afirmando que todas as mães ficam mais vulneráveis emocionalmente durante a gestação; mas, o cuidado que devemos ter ao realizar um atendimento para uma grávida deve ser maior. Todas as emoções que a mãe sentir serão transmitidas à criança, portanto, delicadeza e tato são imprescindíveis. O mesmo vale para consulentes doentes, em fase de separação, recém saídos de seus empregos, que tenham sofrido alguma perda significativa, enfim, o tarólogo deve apoiar e ajudar o consulente fragilizado de forma que o trabalho traga bem estar e não preocupações desnecessárias.



Nota: Concordo plenamente com o Giancarlo e vale também para As Cartas Ciganas. Meu respeito e admiração por este incrível profissional. 

Método Peladan - Por Dênis Maapelli


MÉTODO PELADAN COM CARTA TEMA

Este método aprendi com a Tânia Durão e aqui explano ele da forma que utilizo. Ele se baseia no formato tradicional do Peladan de 5 cartas, porém acrescentamos a carta tema para a tiragem.

Para início estabeleça com clareza e objetividade qual o questionamento se pretende responder, lembre-se: pergunta clara e objetiva - resposta clara e objetiva. De acordo com o o assunto a ser questionado separe de seu baralho a carta tema para o assunto, veja no exemplo abaixo que adotamos a carta do Anel. Você poderá adotar o Navio (viagens), Livros (trabalho/estudos), Cavalheiro ou Dama ... separe aquela carta que você identifica como sendo a carta tema do assunto. 

Coloque a carta tema no centro da mesa, embaralhe as cartas enquanto mentaliza a pergunta. Após, com o baralho voltado para baixo, faça dois montes, reúna as cartas novamente do monte retiramos 5 cartas, elas serão dispostas conforme a imagem:




No centro da imagem observe que ficará a Carta Tema (CT). De acordo com a ordem da retirada das cartas do baralho teremos:

Carta 1: POSITIVO - aspectos positivos que estão relacionados com o assunto, aquilo que contribui para o acontecimento.
Carta 2: NEGATIVO - aspectos ou fatores negativos sobre o assunto, aquilo que barra a concretização, o que impede que algo aconteça.
Carta 3: O MOMENTO - como a situação está agora, neste momento.
Carta 4: FUTURO - como a situação de encaminhará do momento em diante.
Carta 5: SÍNTESE - esta carta sintetiza todo o nosso jogo, preste atenção pois ela na maioria das vezes indica o que deverá ser feito.

Vamos a um exemplo prático com o jogo abaixo:
















A pergunta feita para o jogo acima foi: "Estou em vistas de finalizar um contrato de parceria com uma outra empresa, para prestação de serviços. Como será esta parceria?"

O que podemos observar com o jogo: Veja que adotamos o Anel como a carta tema, aqui ela representa esta sociedade / parceria de negócio. Como aspecto positivo o Sol traz o brilho, o sucesso, a energia positiva que tem na negociação. Como fator negativo está o medo, ficar recuado, com um pé atrás sobre o que os outros falam em relação a este novo desafio, cuidado com o que as outras pessoas poderão falar a respeito.

O momento atual nos mostra que o caminho está iluminado e protegido para a parceria, e novamente podemos sinalizar a estrela brilhando para o consulente. No futuro os frutos serão colhidos, o reconhecimento financeiro, a lucro com a parceria, e como orientação (síntese do jogo) a parceria deverá ser feita sem problemas, basta apenas o consulente ter pulso firme, força de vontade e colocar intenção neste novo desafio. Vejo o chicote aqui como grande fator incentivador ao consulente.

Este foi um simples exemplo de como podemos utilizar este método. Aqui coloquei apenas sugestões do que poderíamos interpretar sobre cada carta na sua respectiva posição.

Um beijo com carinho e que Sara acompanha nossa caminhada!!!
Dênis Maapelli


Nota: Agradeço muito ao Dênis Maapelli por me permitir compartilhar o seu post aqui no blog que, aliás, foi muito bem escrito. 
O método Peladan é bem simples e eu uso muito, após a Mesa Real. Ele é utilizado para perguntas específicas, sobre um determinado tema: trabalho (26), amor (24), saúde (05), um processo judicial (21), viagem (03) e assim por diante. 
Sempre digo que, quanto mais específica for a pergunta, mais clara é a resposta. 
Experimente e pratiquem para comprovar a eficácia deste método. 

Carta 04 - A casa - Ordenando os pensamentos

"Tudo que pensamos consistentemente se solidifica. Todo processo de criação começa com um pensamento, que se transforma em palavras, que evoluem para uma conduta. 

O somatório de nossas condutas produz o nosso destino. Onde você está hoje é resultado daquilo que começou  com um pensamento

Você é o somatório de suas escolhas - e a base de toda escolha é o seu processo de pensamento.

Através de nosso pensamento criamos as condições que estamos vivenciando agora - o pensamento é uma ferramenta da mente. Novos pensamentos criam novas condições. Nossa vida é o que nossos pensamentos criam, criaram e vão criar. 

Cada pensamento tem uma vibração, uma carga energética. Cada vez que você pensa, você envia esta carga para o Universo e isto significa que você está comunicando o que você quer atrair."

Livro: Caixa Preta, da autora Rosalia Schwark, que desenvolveu o método Movimento Perfeito, onde ensina a lidar com as questões emocionais e à mudanças pessoais. 

Estou terminando de ler este livro, mas fiz uma pausa por achar o trecho acima excelente para uma bela reflexão. 

A clareza da Rosalia é perfeita: 
Os pensamentos geram uma conduta. E a conduta cria o destino.

Somos o que pensamos. Criamos a realidade (externa) através do pensamento (interno). Logo atraímos situações, pessoas e relações através dos pensamentos. 

Que energia você emana través dos seus pensamentos? O que você atrai para a sua vida? Você é fiel (18) a si mesmo? 

Você está feliz? Se não, está disposto a fazer uma faxina na sua casa interna? Quer limpar o pó do pensamento negativo? Quer eliminar o que não serve mais? 

Desapegue (10) de situações ou pessoas que geram conflitos constantes. 

Limpe (10) o seu terreno interno para que as flores (09) possam nascer. Regue bons pensamentos para manter as flores no seu jardim (20) externo.

Você quer atrair novas situações e novos relacionamentos para você? O que você quer? 

Sim, meu amigo, somos responsáveis e não vítimas. Por pior que seja a experiência, atraímos as situações para a nossa vida. 

Sim, meu amigo, somos autores (11) e não expectadores. Através do pensamento positivo, você cria (ao seu redor) condições para que tudo de bom chegue até você...e sem muito esforço.  

Organizar (04) os pensamentos é a chave (33) para criar uma casa equilibrada e aconchegante (04). 

Não se desgaste (23) pensando no problema. Esvazie a sua mente para focar na solução (33), sempre há uma solução (33), ela virá, ela sempre vem. Acredite (12). 

Alimentar bons pensamentos para criar uma bela realidade é possível e é saudável. Ter qualidade de vida começa dentro de cada um. 

Pense nisso. E seja feliz.









Dedico este post a Carmem L C Dutra, que é coach, especialista no Movimento perfeito e mamãe de primeira viagem. 

Método da Meta

Nas  minhas consultas é muito comum os consulentes me perguntam se vão conseguir isso ou aquilo. Se vão conseguir um emprego, se vão conseguir vender a casa, se vão conseguir passar no concurso, se vão conseguir encontrar um novo amor. Enfim, é uma infinidade de perguntas que começam com "se vou conseguir..."

O interessante é que os consulentes não percebem o que eles devem fazer para conseguir o que querem. E, leia-se, que só cabe a eles fazer, por mais que as cartas garantam vitória (36) e sucesso (31).  

Vou dar um exemplo, o consulente quer um trabalho, as cartas estão super favoráveis, então ele não envia o curriculum para nenhuma empresa. A passividade não vai levar ao resultado desejado. 

Outro exemplo, a consulente quer vender a casa, as cartas dizem que ela tem grandes chances de vender, então ela não anuncia ou não pede a uma imobiliária para prosseguir na venda. 

Entende o que eu quero dizer? Movimente-se para "conseguir o que quer". Não espere milagres. As Cartas Ciganas, como qualquer outro oráculo, indicam o melhor caminho, mas é o consulente quem deve ir na direção apontada pelo seu próprio inconsciente (=alma). 

A insegurança (06+07) existe e sempre vai existir, faz parte da natureza humana. O medo (07) é uma energia poderosa. E é possível torná-lo seu aliado (25), pois há MUITA força nele. 

É normal as pessoas terem desejos (32), mas é muito importante que cada um se dedique (11), que não abandone (10) os seus ideias, que seja ousado (01), que mantenha o ânimo (09), que tenha foco (14) para atingir os seus objetivos. 

Saia da zona de conforto (03). Não permita que pequenos empecilhos (02) ou grandes obstáculos (21) te impeçam de atingir as suas metas. Nem sempre teremos a segurança (35) para dar o primeiro passo na direção (22) dos nossos sonhos. Você é muito mais forte do que imagina. Acredite no seu potencial para se realizar. Tenha fé (12). Pronto, falei (27).

Há uma música maravilhosa, do Geraldo Vandré, que reflete bem este contexto. "Pra não dizer que não falei das flores". 
Seu refrão é maravilhoso e traduz o que quero expor neste post.

"Vem, vamos embora, que esperar não é saber, 
quem sabe faz a hora, não espera acontecer"





Há um método bem simples para vermos que passos o consulente deve dar para atingir as suas metas. Assim ele pode "conseguir" tudo o que quer na vida.

Para montar o método da meta, retira-se duas cartas do baralho:

01) O cartomante retira a carta 28-homem ou a 29-mulher, dependendo de quem faz a pergunta.

02) Depois o cartomante retira a meta em si: viagem (03), trabalho (26), amor (24)... na parte superior.

03) Pede-se ao consulente que retire sete cartas e coloca-se estas sete cartas embaixo da carta pessoal (28 ou 29) até a carta da meta, na parte inferior. 

04) De acordo com as cartas, ler os passos que o consulente deverá dar. 


28
29





Meta
01
 02
 03
 04
 05
 06
 07



Nota: Desconheço a autoria deste método. Se alguém descobrir, peço, por favor, que me avise, para que eu possa dar os devidos créditos. E boa intuição nas suas leituras. 

Carta 02 - O trevo - Qual o real tamanho do seu trevo?

Em meus atendimentos vejo que algumas pessoas tem por hábito se sentirem vítimas das situações, acumulam a auto-piedade, como se o mundo fosse acabar e, realmente, alimentam a pena por si mesmos, assim não se responsabilizam pelo próprio comportamento. E não crescem. Elas só conseguem ver o mau comportamento dos outros e se recusam a olhar para a própria conduta. 

Outras pessoas adoram dramatizar as situações, fazem uma verdadeira tempestade em um copo d´água raso, talvez na ânsia de angariar mais atenção. Ou por não saber lidar com as próprias emoções. Ou na intenção de manipular os outros do seu convívio. 

Sim, eu concordo que a vida está corrida e que está difícil acompanhar este ritmo frenético. 

Sim, eu concordo que o mundo está de cabeça para baixo e que as pessoas estão confusas. 

Mas há uma solução. Sempre há uma solução.

A solução é parar e se perguntar:
O que eu tenho que aprender com isso?
O que eu aprendi no casamento que fracassou?
Como eu reagi em tal situação? Poderia ter tido outra reação? 
Como eu me comporto? 
O que fulano me ensinou? 
O que a doença quer ensinar? (adoro esta interrogação)
Porque estou passando por esta experiência? 
Porque a minha alma atraiu este evento para mim? 
Porque eu sustentei um relacionamento nocivo por tanto tempo?
Porque pessoas tóxicas se aproximam de mim? 

Você costuma fazer uma auto-análise? 

Pare de potencializar os seus problemas.
Qual o real tamanho dos seus trevos (carta 02)?

Fica a dica, para uma reflexão.



Nota: As Cartas Ciganas ou Baralho Lenormand ou Baralho Cigano não estão vinculados a nenhuma religião. 
Quem me conhece de perto sabe que eu não sigo religião nenhuma, mas o vídeo de Claudio Duarte é perfeito para descrever o significado da carta 02 (trevo). 

"Pare de potenciar os seus problemas". 
Resolva os seus problemas e vá dormir em paz.