Combinação: 36+16 = Mudança de dimensão - o despertar da consciência - Por Tânia Durão

Nas Cartas Ciganas, temos a carta 01-cavaleiro, aquele que chega, como quem cruza a linha de partida, cheio de gás e de coragem para se aventurar, pois sabe que trata-se do início de uma caminhada ao longo do vida e onde há um percurso inteiro pela frente.

No outro extremo desta polaridade temos a linha de chegada, o final da jornada, o fim da experiência nesta encarnação. Em outras palavras, a morte física, o desencarne ou a passagem para a outra dimensão. 

Estamos aqui neste planeta, experienciando a vida terrena com o único objetivo de evoluir, de ampliar a consciência e de amar ao próximo como a ti mesmo...assim nos ensinou Jesus. 

Eu acredito na eternidade do espírito. Este VIR e IR é importante para que possamos ampliar os conhecimentos de como viver melhor conosco, através das emoções, com os outros, através da qualidade dos relacionamentos e com Deus, através da fé.


Morrer é voltar para a dimensão de origem, agora com uma bagagem maior, cheia de novos aprendizados. 
Sempre digo que voltar para casa é necessário, para a verdadeira casa, a casa espiritual. Acreditem, há espíritos que esperam, pacientemente, pelo nosso retorno...e torcem pela nossa evolução.



Não há nenhum tipo de dor nesta transição, afinal morremos um pouco a cada noite, quando nos deitamos para dormir. Não dói dormir! O espírito sai do nosso corpo, vai passear, estudar ou trabalhar em outras dimensões, mas depois volta para o corpo, por não ter cumprido, ainda, o seu tempo (e aprendizado) nesta encarnação.

Mas quando recebemos a notícia de que alguém faleceu...pronto o sofrimento se instala, lágrimas incontroláveis se instalam nos olhos e, às vezes uma dor profunda de perda pesa no peito e a saudade bate imediatamente. 

Já perdi muitas pessoas queridas, sei bem com é esta dor, minha lista é bem grande. Mas tenho a entendimento espiritual de que, antes mesmo de nascermos, combinamos a maneira de voltar para casa, na hora exata, nem antes nem depois. 

Tenho a compreensão de que o ato de morrer ou desencarnar é o cumprimento de uma meta (ou de uma missão), não importa como esta passagem vai acontecer, se através da velhice, de uma doença ou por um desastre.  






É importante viver o luto sim, sentir a dor da perda sim, mas não se deve p-r-o-l-o-n-g-a-r o sofrimento, até para poupar o ente que se foi e não atrapalhar o seu caminho na luz. Pense nisso. 

Há uma frase que eu gosto muito: "A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional". Procure assimilar os ensinamentos deste post e escolha a felicidade como meta de vida!!!

Nota: Jesus fez a sua passagem na cruz, então considero a combinação 36 (cruz=conquistas) + 16 (estrela=anjos da guarda) como o momento da passagem, pois os nossos mestres nos buscam na hora do desencarne, embora eu nunca anuncie a morte de ninguém, porque vida e morte só pertencem a Deus.  

Nota: quando eu morrer, por favor, não chorem por mim. Alegrem-se pela minha vitória de cruzar a alinha de chegada. Me sentirei uma vencedora! Lembrem-se que vivi a vida intensamente e com alegria. Peço que joguem as minhas cinzas no mar, na Pedra do Arpoador, perto da gruta de Santa Sara. Aqui deixo registrado o meu último pedido.










Dedico este post ao meu amigo Alexandre Freitas, que partiu na semana que o Papa Francisco esteve no Rio de Janeiro, em julho de 2013. 

Tomamos vários cafés, rimos e choramos juntos. Guardo boas lembranças das nossas conversas. Valeu, campeão!!!

Sua hora chegou, mais rápida do que eu esperava, mas Deus está no controle e sabe de todas as coisas. 

Ele cumpriu a sua missão na terra e voltou para a verdadeira casa espiritual. Nos encontraremos um dia...para mais um café...