Carta 09 - Felicidade. Um estado de espírito - Por Victor Magalhães

Movido pelo som do Kings of Leon, resolvi falar sobre felicidade de forma bem despretensiosa e informal. Muitas coisas movem o mundo, mas, o que a maioria das pessoas quer, conscientemente ou não, é ser feliz. Disso, não há dúvidas. Mas, que tipo de caminhos percorremos para alcançar a tão desejada felicidade?
Através de observações e leituras, tenho notado que, a maioria das pessoas, inclusive eu, busca a felicidade no outro e em agentes externos. A felicidade, para muitos, está no casamento, nos filhos que irão ter, no relacionamento ideal, na pessoa ideal ou no emprego dos sonhos. Entretanto, tudo isso apenas desperta o que já existe dentro de cada um. A felicidade é um despertar. Entretanto, é um despertar que independe de agentes externos.
E, por conta dessas ilusões, nos enganamos. Nos prendemos a relacionamentos destrutivos, mantemos aquele emprego que nos faz mal por medo de sermos infelizes, de ficarmos sozinhos e, no final das contas, acabamos ficando no estado que mais tememos. É normal pensarmos assim, porém, anormal é não refletir acerca disso. Não existe uma fórmula sobre a felicidade. Se existisse, não existiram tantas doenças atualmente. E essa é a delícia e a dor de sermos humanos. Não existe um caminho. Nós testamos, caímos, aprendemos e, no meio disso, aprendemos a sorrir.
Um dos caminhos para a felicidade é o desapego, porque tudo que precisamos está dentro de nós. Por isso, a felicidade é um despertar. Quando nos tornarmos mais amorosos, com menos ódio, rancor e sentimentos ruins, a felicidade começa a brotar. E o meio para deixá-la desabrochar é desapegar-se. Não existe fórmula. A meditação é um importante aliado para soltar e desapegar-se. Nada nos pertence. A posse é uma ilusão. A felicidade é um processo, um exercício diário para desnudar o véu que nos ilude e nos torna ignorantes acerca de nossa divindade.