Combinação: 05 + 23 = A doença.

Este é um post desabafo e é um desabafo longo. Resolvi escrever sobre a doença, pois estou com uma pneumonia atípica (sem tosse, sem febre, sem vomito, sem espirro e sem coriza), onde o líquido da pleura escapuliu e me causou duas crises horrorosas de dores agudas no pulmão direito. É, O meu pulmão está chorando. 

Como sou terapeuta holística, sei que os pulmões estão relacionados a emoção da tristeza. Sim, meu caro leitor, ando bem desanimada. Graças à Deus não tenho tendência a depressão, mas minha tristeza é grande. 

Abaixo eu vou listar algumas situações que me deixam muito triste.

- A morte de um gorila porque uma criança caiu em sua jaula. 

- A morte de um golfinho, porque vários turistas quiseram tirar uma selfie. 

- A morte de um leão, que foi causada pela caça da vaidade. 

- Sofro com o abandono dos animais. Sofro ainda mais, quando alguém joga um cachorro ou gato pela janela do carro ainda em movimento. Sofro porque sempre quis ser veterinária, mas o destino tinha outros planos para mim.


- Sofro imensamente pela dor de todos os animais que são mantidos como cobaias (pobres reféns) em laboratórios.  

- A morte de cães, que foram treinados, pelos seus donos, para lutar e matar nas rinhas. Até quando?

- Sofro em silêncio quando uma floresta se incendia, causando a morte de inúmeros animais silvestres.

- A morte de um rio (um rio doce), cuja ganância sempre é provocada pelo lucro amargo. 

Sofro quando um navio cargueiro derrama milhões de litros de óleo no mar, que provoca um desastre ambiental. Sofro terrivelmente com a poluição dos oceanos que mata vários animais marinhos. 

- A morte de uma menina de 7 anos, que o pai jogou pela janela. 


- A morte de um menino de 3 anos (como tantas mortes de refugiados) em uma praia na Europa, tentando fugir de uma guerra que começou bem antes do seu nascimento. Morri um pouco com esta triste história. 

- A ferida de uma menina causada por uma pedrada na cabeça por outro grupo religioso, apenas por estar vestida com a roupa da sua própria religião. 

- Fico estarrecida quando uma menina de 10 anos é estuprada e morta (incendiada) por um pastor. Sem contar os inúmeros casos de pedofilia causados por sacerdotes. 

- A morte de um pré-adolescente, que se joga da janela, por excesso de solidão e total falta de perspectiva na vida. 

- A morte dos pais, organizada pela filha para receber a herança. 

- Sofro quando irmãos brigam por herança. Herança esta, onde os descendentes não fizeram nada por merecer, por não terem contribuído na construção do patrimônio deixado pelos seus antecedentes. Essas brigas deixam marcas.

- Fico imensamente triste ao ver um neto bater no avô/avó ou quando um tratador comete a mínima violência contra um idoso. 


- Choro lágrimas dolorosas ao ver a polícia batendo nos professores...ou nos alunos, para desocuparem uma instituição de ensino. 

- Me choco quando um aluno desrespeita um professor, por não receber educação e limites em casa. 

- A morte de vários passageiros, porque o piloto, em depressão, resolve se suicidar em pleno voo e joga o avião contra uma montanha. 

- A morte de todos os gays, provocada por espancamentos, cuja ignorância "ainda" é alimentada pelo preconceito. Ser heterosexual não deveria ser sinônimo de violência e não o torna superior.

- Sofro com a perseguição aos judeus, ciganos, negros e índios, pelas pessoas que não conhecem a liberdade, por isso são incapazes de respeitar as diferenças, principalmente pessoas que se dizem religiosas.   

- A corrupção sistêmica e institucionalizada que está destruindo uma nação e gerando inúmeros desempregos. O povo sempre paga a conta. 

- Sofro pelo sofrimento de um continente pobre, onde indústrias farmacêuticas testam seus remédios e provocam mortes desnecessárias.

- Fico chocada com o abuso físico e psicológico contra a mulher ao redor do mundo. Sou contra qualquer tipo de violência. 

- Fico chocada que, nos dias de hoje, ainda exista o estupro (que é motivado pelo poder e não pelo prazer) e prefiro não comentar o estupro coletivo para não piorar a pneumonia atípica. 

- Sofro pela falta de empatia e generosidade que assola o mundo. Leia o meu post anterior. 

- Me chateia muito quando um cliente marca uma consulta comigo, não aparece e não desmarca, deixando aquele horário vago na minha agenda. Isso é uma tremenda falta de respeito contra uma profissional autônoma e comprometida com o seu trabalho. 

- Fico desgastada ao pagar a fatura de cartão de crédito, mas o mesmo veio com o código de barra falsificado. Fico mais desgastada ao enviar 15 (quinze) e-mails para a empresa, sem receber NENHUMA resposta. Fico mais desgastada ainda por levar dois longos anos na justiça para resolver a situação. Ok, recebi a indenização e duas multas pela demora da empresa. E, por fim, quando o meu cartão é regularizado, ele é clonado...duas vezes seguidas. Haja paciência. 

- Comecei a ficar doente quando descobri que uma empresa telefônica abriu 4 linhas com o meu CPF, embora todas as demais informações (endereço, RG e e-mail) fossem falsas e comecei a receber várias cobranças indevidas, insistentes e descabidas (com ameaça de enviar o meu nome para o SPC e Serasa). Tive que ir na delegacia, na loja da referida empresa e perder um tempo ENORME. Ainda bem que tenho uma excelente advogada - Denise Santos (reconheço a competência de um bom profissional) - através do o seu trabalho ganhei mais um processo na justiça. 

- Prefiro não mencionar uma outra situação, onde o meu CPF foi usado indevidamente. Essa lembrança pioraria, consideravelmente, a pneumonia, tamanho assombro que me causou. Na época, passei mal por 3 dias inteiros. 

- Fico doente ao constatar que a minha operadora me oferece um plano com um valor e quando a fatura chega é outro valor superior. Ligo para a operadora e peço a gravação referente ao protocolo, porém sem sucesso. Ligo para a Anatel e, no último dia do prazo, sou informada que a operadora não registrou a gravação (então para que serve o protocolo?). Perco uma tarde inteira e gasto muita energia, brigando horrores até a operadora me enviar a referida gravação, para mais um processo na justiça. Fico doente porque esta operadora é de grande porte, mas tem o péssimo hábito de mentir para os seus clientes (no meu caso, sou cliente há uns 20 anos). Já fui enganada anteriormente, mas ganhei outro processo na justiça. 

- Secretamente choro por mim, porque me deixei ser arrastada pela avalanche da d-e-s-e-s-p-e-r-a-n-ç-a. 

- Choro pelo Brasil, pela humanidade e pelo que estão fazendo com o planeta terra. 

- Sei que muitos querem evoluir, mas estou triste pela humanidade "ainda" estar tão pouco avançada em termos de consciência, mesmo com tantos terapeutas e sacerdotes, que auxiliam na caminhada, no autoconhecimento e na transformação interna. Muitos não estão pensando na consequência dos seus atos e no legado que deixarão para as gerações futuras.  

- Não é de hoje que quero ir embora do planeta, mas ainda não encontrei a porta de saída. 

- Não é de hoje que quero partir para uma dimensão melhorada, mas sei que ainda não chegou a minha hora, apesar de todos os meus esforços para eu me melhorar como ser humano e como profissional. 

Peço perdão a fonte cósmica, a Buda, a Deus, a Deusa, a Tupã, a Maomé ou ao supremo poder infinito que mantem as galáxias em órbita por, às vezes perder a fé - na humanidade - mesmo sento terapeuta holística e espiritualista. 

A pneumonia atípica foi causada por eu internalizar as dores do mundo, além das minhas dores internas. Mas aí, entram os amigos preciosos, como pedras preciosas que iluminam, outra vez, o caminho e me fazem restaurar a esperança. Sim, no mundo de hoje, é possível "construir vínculos" (05 + 25) e estabelecer relações de amizades transparentes (25 + 18 + 31), onde regem o respeito, o apoio mútuo, a alegria regada a gargalhadas e o afeto escancarado (24 + 34). São vocês os responsáveis pela recuperação da minha saúde. 



Vou agradecer por ordem alfabética, para não haver ciúmes...rsrs


Quero agradecer ao meu amado amigo Alexsander Lepletier por fazer um arroz com tudo dentro (tem comida para o resto da vida na minha geladeira), por fazer compras no mercado e por se oferecer para fazer uma faxina aqui em casa. O mundo bem que poderia aprender com a sua grandiosa generosidade. 

Quero agradecer a Ana Cristina Leite, por ter deixado de ir a um compromisso para estar comigo e ainda me disse: "Não te perdoo por você não me chamar para te levar na emergência", mesmo sendo madrugada. Valeu por me emprestar vários filmes e pela quentinha deliciosa. 


Quero agradecer a minha amiga Bianca Velasco que, mesmo no seu aniversário, veio me visitar. Eu não pude ir em seu almoço de comemoração (seu convite me comoveu) e ainda me trouxe presentes: um pedaço de bolo delicioso, panfletos para a minha próxima viagem e o sol rosa (escolhido pelo Marcio), ele é mais bonito do que eu imaginei. 


Quero agradecer a Clarissa Guelves por me emprestar mais um livro (mais um entre tantos) e por me trazer o seu abraço cheio de ternura. Obrigada por ter botado o alarme com o nome de cada remédio para eu não errar a medicação na hora certa. Nem sabia que o meu celular fazia isso. Quando eu crescer, quero ser tecnológica como você.  

Agradeço a minha super amiga Dalila Tiago, sempre sábia, pelo seu colo constante e reconfortante, pelas suas broncas amorosas (preciso delas, viu?) e por suas palavras profundas, que me ajudam a ver aspectos que eu não tinha percebido. Obrigada pelos seus florais e muito obrigada pelo lindo prefácio que você fez para o meu próximo livro.   


Brigadão ao querido amigo Omar Said por tentar um pneumologista para me atender. Agradeço ao fofíssimo André Araponga, por se oferecer para enviar reiki. Eu sei que vocês se importam.



Agradeço imensamente ao meu mais que aluno, amigo e grande terapeuta Victor Magalhães que veio me fazer uma cirurgia espiritual, através do reiki, para retirar o bloco de energia de tristeza instalada no meu pulmão direito. Seu trabalho é um primor. 



Preciso falar do meu porteiro, o Sr. Antonio, que comprou os comprimidos de dipirona quando o efeito da injeção acabou. Ele não reconheceu a minha voz no interfone, pela dor que eu estava sentindo e depois não queria receber o dinheiro. Pessoas boas e compassivas existem.

Não posso deixar de mencionar pessoas especiais como o Giovanni Harvey, pela sua preocupação e carinho. Desculpa os palavrões no audio que copiei para você...rsrs...fiquei envergonhada, mas só um pouquinho...rsrs. 

Agradeço aos meus clientes vips e mais que especiais, a Erika Bitencourt e Marcia (que se ofereceram para me fazer comida), a Vania Nunes, ao Claudio Lemos, a Ana Paula e a Maria José que, pronta e gentilmente compreenderam que eu não tinha condições de atendê-los e transferiram as suas consultas. 

Agradeço a minha prima Isabela Durão, pela sua preocupação, presença e doçura. Amore, sua voz me acalma. 

E quero registrar o meu agradecimento ao médico Bruno de Almeida pela paciência (na hora da consulta a dor era imensa, doía muito para falar, nem consegui me sentar). Agradeço o pronto atendimento e a precisão no pedido dos exames. Agradeço também a enfermeira Leda por ter aguentado o meu desespero quando precisei deitar para fazer o ecocardiograma. Eu não conseguia respirar (parecia que o pulmão e as costelas iam explodir). E por ter sustentado o meu choro para fazer o exame de sangue e tomar a dipirona na veia (tenho verdadeiro pânico de agulha e vou levar esta fobia para o túmulo). Sua firmeza foi fundamental. Profissionais competentes, comprometidos e eficientes como eles merecem o meu total reconhecimento. Esta é a minha homenagem à classe médica, por salvar vidas e por aliviar tantas dores. Fiquei bem surpresa com o atendimento que recebi na UPA de Botafogo, quando se quer, é possível fazer bem feito, basta ter boa vontade.  

Lara Durão, minha sobrinha preferida (você sempre será a minha preferida!), se eu pudesse, aguentaria quantas pneumonias fossem necessárias para te poupar das dores do mundo, mas você é forte para suportar. Sei que você será uma grande psicóloga. Eu confio no seu talento para olhar, ouvir e cuidar. Sempre que te vejo, eu desisto de ir embora do planeta. Você me dá vontade de ficar mais! Te amo além do infinito. 

Enfim, fui examinada, diagnosticada, recebi a medicação correta, fui alimentada, apoiada e MUITO MIMADA. Me senti cuidada, amparada e amada por todos. Gestos simples como estes que recebi dissipam as tristezas e curam qualquer pneumonia. São vocês que fazem renascer a esperança. A humanidade tem jeito sim, basta um pouco de empatia e generosidade. 

Caro leitor, queira desculpar este longo desabafo, sou melhor escrevendo que falando e, para mim, escrever é uma atitude de cura. 

Cada pessoa é um universo por ter uma história para contar. Esta é a minha sobre pneumonia que eu fiz e os motivos que a causaram. 

Gosto da máxima de Bert Hellinger (criador da terapia sistêmica chamada constelação familiar)  "O que a doença quer curar?" (acredite, criamos e alimentamos as doenças, pois somos responsáveis, jamais vítimas)

mais importante é aprender com cada situação, respirar bem fundo e seguir adiante. Obrigada por me acompanhar nesta jornada.