Carta 29 - A Mulher - Por Tânia Durão

O dia da mulher deveria ser comemorado todos os dias e não, somente, no dia 08/03. Somos mulheres maravilhas, somos divas, somos valentes em nossa garra, heroínas em nossas vidas simples e somos a celebridade em nosso lar. 

Quero registrar a minha homenagem a nós, mulheres incríveis, poderosas, sensíveis, intuitivas, emocionais, frágeis, reclamonas (às vezes), corajosas (na maioria das vezes) e que, mesmo feridas, continuamos amando, porque no fundo, e apesar de tudo, sempre, acreditamos no amor.

Presto uma homenagem a nós mulheres. Sei que você vai se identificar com uma ou mais delas. 

A todas as Evas, que sabem ser livres, que acreditam em si mesmas, que apostam em suas experiências, que não tem medo e se arriscam a comer o fruto do conhecimento e da sabedoria.

A todas as Marias, mães, santas, virgens, castas...ou não. 

A todas as Madalenas, pecadoras, meretrizes, piriguetes, e daí?

As Joanas, guerreiras ou pacificadoras, delegadas de policia, de armaduras ou não, com armadas em punho ou não, mas que foram de encontro aos seus ideais...e lutaram por isso. 

A todas as Teresas, sacerdotisas, bruxas, macumbeiras, pastoras, monjas, rezaderas, que servem a humanidade, sem discriminar religião, raça ou sexo, mas que fazem das suas atitudes um exemplo de vida.


Marie Anne Adelaide, francesa, estudiosa, intuitiva,  conhecedora do ocultismo, respeitada por onde passou, frequentou os salões dos castelos e que foi presa. Cheia de mistérios, esotérica ou não, vidente ou não, que atendeu célebres personagens da corte francesa, que fez fortuna (ou não), mas que fez (ou não) do seu nome (Lenormand) um oráculo de cartas e entrou para a história. 
Aqui registro o meu respeito e gratidão.



A todas as Dianas, plebeias, princesas, sofisticadas, assustadas,  sonhadoras, românticas, doces, simples ou simplesmente mulher. 

A todas as Martas, poetisas ou escritoras, que brincam com as palavras, mas que fazem dos seus textos um momento de puro deleite e de reflexão. 

A todas as Deborahs, coreógrafas, premiadas ou não, mas que fazem, com muito prazer, da arte, o seu viver.  

A todas as Anas Marias, bailarinas, passistas, dançarinas do ventre ou da dança cigana, primeira de um país...ou não. 

A toda as Carmens, ciganas ou não, apaixonadas ou não, ardentes ou não, livres...e sim. 


A Maria da Penha, que fez das violências que sofreu, uma luta, incansável, para poupar outras mulheres de sofrerem maus tratos, agressões físicas e psicológicas, além de constante humilhações. 
E que fez de seu nome - uma lei!!! 
Aqui registro a minha profunda admiração por sua coragem e determinação. 



As  mulheres girafas, as mulheres mutiladas, assustadas, espancadas, estupradas e maltratadas. As mulheres que são humilhadas e agredidas por seus companheiros e que se mantem caladas por medo, por vergonha ou por necessidade financeira. A essa situação eu grito um NÃO!

As Paulas, magics ou não, do basquete, do voley, da capoeira ou da natação. As atletas que defendem seu time...ou a sua nação. Deixo aqui a minha, mais alta, vibração.

As Leilas, negras sim, misses sim, belas sim, simpáticas sim e humildes também. 

As Hebes, que sorriem diante da dor, que exalam autoestima, que elevam a autoconfiança e transmitem alegria por onde passam. Eu bato palmas, repetidas vezes...de pé...e ainda peço bis.

As Brigittes ou as Luisas, defensoras dos animais e do meio ambiente, que defendem a natureza com unhas, garras, lágrimas e dentes. O meu sonoro SIM!


As mulheres frutas, frias, vaidosas, cheias de silicones, saltos, brincos, maquiagem, de chicote e decote....porque não?

A todas as donas de casa, arquitetas, assistentes sociais, as executivas, as mães, que tem dupla jornada de trabalho, as mestras, as médicas, as motoristas de ônibus, juízas de futebol, as veterinárias, as cartomantes, trabalhadoras e ainda assim, femininas. 

A todas as mulheres heroínas, frágeis, carentes sim, com cólica sim, com TPM sim e com dores no parto...também. 

Esta é a minha singela homenagem as mulheres que suportam a dor, que não desistem, que seguem em frente, apesar do medo e mesmo assim se mantem em pé, de cabeça erguida e coração aberto. 


                                       

Dedico este post a Odete Lopes Pinto, pois mesmo doente, mesmo cansada e com possíveis dores, dedica seu tempo a compartilhar o que sabe, além de manter o seu grupo unido e atualizado. Faz isso com muita doçura e eficiência. O seu esforço em se comunicar em português revela toda a sua gentileza, generosidade e humildade. Sua conduta me emociona e me enche de orgulho.
Reverencio a sua grandeza. Deixo um beijo carinhoso em seu coração, para fortalecer, cada vez mais, o seu sistema imunológico...e que você fique boa logo.