Carta 13 - A Criança - Por Tânia Durão

É muito importante manter a espontaneidade para receber a vida com olhos de novidade

Cada dia é um novo amanhecer e uma nova oportunidade de aprender...para evoluir. 

Faz bem dar aquela sonora risada, permitir que o nosso jeito moleca (ou moleque) se manifeste, manter a capacidade de rir de si mesmo deixa tudo muito mais descontraído. Eu caio na gargalhada toda vez que escorrego e/ou me estabaco no chão, simplesmente não posso evitar. 

É importante estarmos em contato com a nossa criança interior, principalmente se ela não foi atendida em algumas de suas necessidades emocionais.

Toda criança cresce sem pretensão, sem nenhuma intenção (11) de crescer, embora sua função seja crescer sim, mas lúdica despreocupadamente

Crescer é difícil e dói, mas é assim para todo mundo. Garanto que vale a pena tomar decisões, se arriscar, assumir responsabilidades, cumprir prazos e horários e, o mais importante, aprender a lidar com as frustrações (06+11), pois nem sempre o caminho estará aberto (22) e vez ou outra haverá um trevo (02) ou, pior, um rato (23), para ajudar no processo de amadurecimento (08+13). Tudo é uma questão de escolha e só depende de você (33) querer crescer. 


A flexibilidade é fundamental em nossa vida, partir para o plano B quando o A não dá certo. Isso é acreditar e ter a esperança em momentos (e dias) melhores.

Ok, por diversas vezes, já me senti completamente desamparada na minha vida. Senti medo, por nunca ter passado por uma situação daquele tipo, não sabia como lidar com aquilo e senti todo o peso da imaturidade. Mas nunca, nunca mesmo, fui irresponsável, até porquê a educação que recebi dos meus pais não permitia tal ingenuidade e desatino. Hoje eu agradeço à eles por isso, pois as consequências dos nossos atos nos fazem amadurecer, mesmo que na marra.

Não considero esta carta como pureza, por causa do bouling. As crianças podem ser cruéis quando querem ser. Eu mesma sofri bouling na escola, porque usava aparelho nos dentes e os meninos mandavam eu tirar o ovo da boca quando eu falava, embora isso não tenha me deixado traumatizada (32+21), mas não completei o tratamento e abandonei o aparelho, pela dor e pelo constante incomodo. Para mim quem fala de pureza e leveza é a carta 30-lírios. 

Em meus atendimentos, constato, com tristeza, que muitos consulentes ADULTOS sufocaram a sua criança interna. Muitos esquecerem de brincar, não se lembram mais do que é ser lúdico e espontâneo. Que pena!!
Nesta foto dá para sentir a minha criança interna (de 4 anos) dando cambalhotas de alegria por tomar um picolé de banana. 

Dedico este post a uma mulher de 21 anos, cujo corpo, voz, modo de vestir e jeito de falar é de uma menina de 12 anos. Ela esta muito infantilizada e se recusa a crescer. Agradeço a esta jovem por ter me dado a inspiração para escrever este post.